Blog do Luds

O dia a dia rumo ao Instituto Rio Branco.

FAQ do Candidato a Diplomata

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O Renato Domith Godinho escreveu esse FAQ (frequently asqued questions) para aqueles que pretendem seguir a carreira de diplomata. Esse texto é muito conhecido entre os mais experientes, mas infelizmente a página onde estava hospedado saiu do ar.

Muito útil para aqueles que estão pensando em prestar a prova do CACD, mas não sabem ao certo o que é isso.

Como a página original do texto está fora do ar, há muito tempo, vou deixar todos os créditos aqui para o Renato Domith Godinho, e postarei o texto na íntegra. O texto ficará um pouco truncado, pois peguei direto da página e copiei num arquivo de texto, não formatei antes de postar, me desculpem.

Abraços.

FAQ do Candidato a Diplomata

TEMAS: Concurso do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Carreira Diplomática, MRE, Diplomata, Diplomacia, Ministério das Relações Exteriores, Relações Internacionais, Concurso público, Política Externa.

http://www.rdgvia.com/faqitamaraty/faqitamaraty.html

por Renato Domith Godinho

Atualizada em: 24/01/09

Só reproduza na íntegra, com o link para a página original

Índice de Perguntas

  • O Concurso do Instituto Rio Branco
    • O concurso em si
      • O que é o concurso do Instituto Rio Branco?
      • Onde posso obter informações sobre o concurso?
      • Que história é essa de inglês não ser mais obrigatório?
      • Preciso saber falar francês?
      • Quais são os requisitos para passar no concurso?
      • Eu tenho dupla nacionalidade. Serei aceito no concurso?
    • Estudando para o concurso
      • Quanto tempo devo estudar?
      • Preciso ler toda a bibliografia listada no Guia de Estudo?
      • Que matérias devo priorizar nos meus estudos?
      • É possível passar estudando só as apostilas da Funag?
      • Que livros você recomenda que eu estude?
      • Você tem alguma dica para a hora de estudar?
      • Você tem alguma dica para a hora de fazer as provas?
    • Cursos preparatórios
      • Devo fazer um curso preparatório?
      • O que é melhor? Fazer um curso completo ou contratar professores particulares individualmente?
      • Quais são os cursos preparatórios disponíveis em minha cidade?
      • Que curso você recomenda?
  • O Instituto Rio Branco
      • Quanto tempo dura o curso do Rio Branco? (PROFA-I)
      • Eu ganharei uma bolsa durante o curso?
      • Há aulas de línguas?
      • Quais são as matérias estudadas?
      • Como assim, “Mestrado em Diplomacia”?
      • Como foi, pra você, estudar no Rio Branco?
      • Você gostou das aulas?
      • É possível ser reprovado?
      • Poderei, durante o Rio Branco ou depois dele, exercer alguma outra atividade remunerada na iniciativa privada?
      • E haverá tempo disponível para isso?
      • Durante o curso, há quantos meses de férias por ano?
      • Terei um estágio no exterior ao fim do Rio Branco? Por quanto tempo?
      • E o PROFA-II?
  • Carreira diplomática
      • O que “faz” um diplomata?
      • Qual a diferença entre embaixada e consulado? O diplomata trabalha nos dois?
      • Como é o dia a dia de um diplomata?
      • Tá bom, como é o dia-a-dia de um diplomata quando no Brasil?
      • E no exterior?
      • Qual é o “perfil” para ser diplomata?
      • Quanto tempo se passa no exterior?
      • Se eu não quiser, serei obrigado a me mudar para um determinado país?
      • Como é, então, que escolho os países onde vou servir?
      • É possível seguir uma carreira acadêmica pararela à diplomática?
      • Como é a hierarquia da carreira?
      • Se virar diplomata, vou chegar a ser embaixador? Quando?
      • Como ficam o cônjuge e os filhos quando o diplomata vai morar no exterior?
      • Quanto ganha um diplomata?
  • Outros temas
      • Quem é você?
      • Quando ingressamos no Rio Branco, o Itamaraty nos providencia residência em Brasília?
      • O MRE fornece alguma passagem aérea para minha cidade natal, periodicamente, ou sempre que quiser visitar meus familiares terei de arcar com as despesas de passagem?
      • Serei reprovado no concurso por causa da minha tatuagem?
      • Há uma idade máxima, ou “certa”, para entrar na carreira?

Apresentação

O público-alvo desta FAQ são aquelas pessoas que estão prestando, pretendem prestar ou estão meramente pensando em prestar o Concurso para Admissão à Carreira de Diplomata, vulgo concurso do Instituto Rio Branco. Não existe, que eu saiba, nada parecido disponível na internet. O interesse pela carreira e pelo concurso é muito grande e crescente, enquanto a informação disponível, de forma centralizada e organizada, é escassa.

Resolvi escrever esta FAQ depois de receber o enésimo pedido de informações sobre o concurso e a carreira. Não sei se por causa da ascensão de temas de política externa no interesse da opinião pública, por causa da situação morna da economia privada nos últimos anos ou simplesmente por efeito da minha faixa etária, de repente parece que todo amigo meu tem um amigo que quer prestar o concurso, isso quando não o querem meus próprios amigos. Ao invés de gastar meu tempo respondendo vezes sem conta às mesmas perguntas e ajudar — se é que ajudo — a uns poucos, melhor seria, pensei, se trabalhasse em um texto que respondesse de uma só vez à maior parte das perguntas que recebo e o pusesse na internet, ajudando — ou não ajudando — a todos os que quiserem ler.

Esta FAQ representa, naturalmente, a opinião pessoal do autor, e não tem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, o Instituto Rio Branco, o governo brasileiro ou qualquer outra instituição pública ou privada. Não se pretende, tampouco, uma resposta definitiva a quaisquer das perguntas abaixo listadas. O concurso está sempre mudando; poucos anos no Ministério, acompanhando mais ou menos de perto o tema, bastaram para convencer-me disso. Sai francês, entra francês, muda o sistema de correção de testes, desaparecem as provas orais, altera-se o peso relativo das matérias, evoluem os critérios das bancas examinadoras… Nos últimos três anos, cada concurso realizado teve certas regras e características únicas. Embora esta FAQ ainda se aplique muito bem ao concurso de hoje, nada garante que poderá aplicar-se bem ao de amanhã.

Sei bem, ainda, que esta FAQ está longe de ser completa. Por sorte, também não a considero acabada. Se você tem uma pergunta que não está relacionada aqui, e crê que uma resposta possa ser do interesse geral, ficarei muito grato se ma enviasse por emeio, que procurarei responder nesta página. Se não anoto meu endereço aqui, é para me proteger dos farejadores automáticos das listas de spam. Mas você pode encontrar um link na página principal deste site. Ou escreva para renatogodinho em uol ponto com ponto br .

Condições de uso

Esta FAQ é pública e de uso livre. Seu objetivo foi o de reunir o máximo de respostas em um só lugar conveniente. Além disso, esta FAQ não é estática, pois pretendo ampliá-la e revisá-la regularmente. Por isso, a única condição imposta a seu uso é que qualquer reprodução desta FAQ deverá ser feita integralmente, contendo inclusive um link para esta página, que trará sempre a versão mais atual.

O Concurso do Instituto Rio Branco

O concurso em si

O que é o concurso do Instituto Rio Branco?

Hoje, o Concurso para Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é ao mesmo tempo um vestibular para uma instituição pública de ensino profissional, o Instituto Rio Branco (IRBr), e um concurso público federal, em que os aprovados tomam posse em um cargo de funcionários públicos federais da carreira de diplomata. Quem é aprovado neste que é um dos concursos mais concorridos do país ingressa ao mesmo tempo no curso do IRBr e na carreira, no grau hierárquico de Terceiro Secretário. Ganha o salário integral de um diplomata em início de carreira, mas não começa a trabalhar de fato senão após concluir o curso, que costuma durar dois anos.

Nem sempre foi assim. Até 1990 e poucos, só se ingressava na carreira depois de concluído o Rio Branco. Os alunos do instituto contavam para seu sustento apenas com uma relativamente magra bolsa de estudos. A vida de um riobranquino hoje é bem mais feliz, ou, pelo menos, mais opulenta.

Onde posso obter informações sobre o concurso?

A primeira coisa a fazer é visitar a página do Instituto Rio Branco, que traz informações sobre a carreira. Lá também tem um link para o edital do concurso e para o Guia de Estudos. O Guia é uma publicação anual do Instituto. Ele fornece o importantíssimo programa de cada matéria que cai na prova. Lá você também encontrará a bibliografia recomendada, dicas de estudo, exemplos de questões de anos anteriores e outras informações úteis. É mais importante até, acredite, do que esta FAQ. Outro bom passeio é visitar um dos escritórios regionais do Itamaraty, se houver um em sua cidade, ou o próprio Itamaraty, se você está em Brasília. Então você encontrará impresso aquele mesmo Guia de Estudos em forma de livrinho, o que é muito mais conveniente do que baixá-lo da internet, poderá conversar com as pessoas (no meu tempo de estudo os diplomatas do Escritório em São Paulo, no Memorial da América Latina, eram muito legais, e gostavam de prosear com candidatos. Talvez ainda gostem) e, finalmente, conferir as publicações da Funag.

Que história é essa de inglês não ser mais obrigatório?

Não é exatamente verdade. A prova de inglês sempre foi e continuará sendo obrigatória. Aconteceu, porém, que, desde 2005, ela deixou de ser eliminatória. E não foi só ela. TODAS as provas após a primeira fase deixaram de ser eliminatórias, exceto a de português.

Antigamente, toda prova era eliminatória, o que significava que era necessário obter a nota mínima em todas. O resultado, no final da maratona, era que quase sempre acabavam entrando menos aprovados que vagas. Fazia bem para a imagem de “mau” do concurso, mas no meu entender era um desperdício. Se precisamos contratar 30 diplomatas, por que admitir só 27? Uma deficiência em uma matéria poderia ser amplamente compensada pela eficiência nas outras.

Com a mudança, não deverão mais sobrar vagas, e as pessoas vão ter de competir umas contra as outras, ao invés de competir contra as notas mínimas. A ordem de classificação é que vai determinar quem fica e quem volta pra casa. Por exemplo, se 150 pessoas passarem na prova (eliminatória) de português, mas só houver 50 vagas naquele ano, os aprovados serão os que obtiverem as 50 melhores médias em todas as provas.

Em outras palavras: quem zerar ou tirar nota muito baixa em inglês, ou em outra prova qualquer, não passará no concurso de qualquer forma, simplesmente porque outros candidatos terão médias melhores. É por isso que achei um exagero toda a polêmica criada na imprensa em torno da mudança. É verdade que, em um concurso com 100 vagas, é possível que alguém possa ser aprovado com uma baixa média em inglês, desde que compense nas outras. Mas não há de ser nada que não possa ser sanado — as aulas de inglês que tive no Instituto Rio Branco foram muito boas — bem acima da média peculiar a essa insigne instituição.

Preciso saber falar francês?

Não. No meu ano o concurso sequer tinha prova de francês. Agora ela voltou e, ainda que não seja eliminatória, algum francês vai ajudar a fazer a diferença em relação a outros candidatos. Fora isso, já se foi o tempo em que o francês era a língua diplomática oficial. Hoje, se há um idioma oficial da diplomacia, é o inglês. Francês ajuda, principalmente se você for trabalhar um dia em um país francófono, mas não é mais essencial como foi no passado. O espanhol é hoje muito mais útil para um diplomata brasileiro, uma vez que estamos cercados de países de fala hispânica com os quais mantemos relações importantes.

Quais são os requisitos para passar no concurso?

Legalmente, é preciso ser brasileiro nato, estar em dia com as obrigações eleitorais e de serviço militar, ter a ficha limpa na polícia e ser formado em um curso superior reconhecido no Brasil pelo Ministério da Educação (MEC). Qualquer curso superior. Apesar de mais ou menos metade dos aprovados no concurso serem via de regra formados em direito, e muitos outros em relações internacionais, conheço diplomatas formados em engenharia, medicina, letras e ciência da computação. Eu mesmo sou formado em jornalismo. Diplomas estrangeiros, só se reconhecidos pelo MEC.

Já na prática, para passar no concurso exige-se um domínio bastante razoável do programa previsto para as provas; boa capacidade de raciocínio e principalmente de escrita; bom nível em inglês. Já disse que esse concurso tem fama de ser um dos mais difíceis do país. É bem mais difícil do que ser aprovado em um vestibular concorrido, como o da Fuvest; é bem mais fácil do que compor uma boa sinfonia em quatro movimentos ou projetar a nova geração de CPUs. Talvez seja mais fácil que ser aprovado nos mais concorridos trainees para gerência de multinacionais no Brasil.

Espero não ter que ressalvar que, apesar de tudo o que disse acima, fácil e difícil são conceitos relativos; o que é fácil para um pode ser muito difícil para outro, e vice-versa.

Eu tenho dupla nacionalidade. Serei aceito no concurso?

A Constituição reza que, exceto as exceções, quem pede para ser naturalizado como nacional de outro país perde a identidade brasileira. No entanto, já ficou estabelecido que, em boa parte dos casos em que um brasileiro tem uma nacionalidade estrangeira, não foi ele que pediu uma outra nacionalidade — a dupla nacionalidade é apenas reconhecida, segundo as leis próprias do país estrangeiro, e portanto não há perda da nacionalidade brasileira. Assim sendo, não há obstáculos ao ingresso desses seres cosmopolitas no concurso. E não, não vão suspeitar que você é um agente duplo trabalhando para vender o Brasil para a Itália. Só tem uma coisa: a Lei do Serviço Exterior afirma que, para casar-se com estrangeiros, os diplomatas precisam da autorização do Ministro de Estado.

Estudando para o concurso

Quanto tempo devo estudar?

Você espera mesmo que eu responda a isso? Esqueça. Há pessoas que estudam por meia década até passarem. Outras (raríssimas, admito) não estudam quase nada. Eu fiz seis meses de um curso preparatório com aulas cinco vezes por semana, todas as noites, comparecendo às aulas, e lendo, com vagar, os livros mais interessantes da bibliografia. Não podia fazer mais porque, afinal, tinha que trabalhar e cuidar de que minha namorada não me largasse. Já na reta final, a seis semanas das provas da terceira fase, as que eu mais temia, larguei tanto o cursinho quanto o emprego e estudei intensamente, sozinho, oito horas por dia, sublinhando (ugh!) fazendo fichamentos (argh!) e tudo mais. Funcionou, para mim.

Cada um deverá encontrar a fórmula que melhor lhe convier. É importante ter consciência do grau de conhecimento necessário e das próprias deficiências localizadas.

Preciso ler toda a bibliografia listada no Guia de Estudo?

Não. Deixe-me dizer isso de novo. Não. Não desperdice seu tempo esgotando a lista pretensiosa, redundante e por vezes desnecessária que costumam publicar no Guia. Não quero dizer com isso que não haja obras importantes arroladas lá. Pelo contrário: a maior parte do que você vai precisar estará lá. Porém, priorize as disciplinas e, dentro delas, selecione as obras mais proveitosas. Evite as excessivamente especializadas.

Por outro lado, se você puder, não tenha medo de gastar dinheiro com livros. Construa uma pequena biblioteca pessoal. Eu, particularmente, nunca gostei de ler em bibliotecas, e acho chato ficar pegando títulos emprestado e pedindo renovação constantemente. Eu gastei mais de mil reais, se me lembro bem. Compre o que der em bons sebos e o resto nas livrarias. Você estará comprando bons livros, que lhe serão proveitosos mesmo na hipótese de você não passar. Evite estudar uma pilha de xerox mal encadernados. Ler em livros é muito mais cômodo e tem menos cara de “estudo”. Se vai ter que passar um bom tempo estudando para o concurso, é bom tornar a experiência o mais agradável possível.

Que matérias devo priorizar nos meus estudos?

Inglês é fundamental. Não basta um inglês desses de CCAA. O nível da prova é altíssimo, a exigência é que se escreva um inglês correto de verdade, um inglês que o norte-americano médio provavelmente não alcançaria. Português também, e é ainda mais complicado, pois a banca é exigente e idiossincrática. Se a primeira fase é a que quantitativamente mais elimina, a prova de português talvez seja a mais terrível. Como Parcas munidas de canetas vermelhas, a inescrutável Banca Corretora parece determinar às cegas quem vai passar e quem não vai, por melhor que seja o vernáculo praticado pelos pobres mortais em seu poder. Seu julgamento, porém, não é tão arbitrário. Na verdade, o importante é aprender o português DELA, da banca. Um português todo quadrado, certinho, virgulado, objetivo e sem firulas. Há muita má vontade contra o excesso de zelo da banca de português, inclusive de minha parte, mas às vezes penso que, no fundo, ela pode ter razão. Ou não.

Afora isso, as provas de História e de Política Internacional (antes “Questões Internacionais Contemporâneas”) são as mais importantes em termos de conteúdo. E, por fim, apesar de menos exigentes, não se pode ignorar as provas de Economia, Direito (internacional e administrativo) e Geografia.

É possível passar estudando só as apostilas da Funag?

Não. Para quem não sabe, a Funag é a editora do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ela publica apostilas chamadas “Manual do Candidato”, uma para cada matéria da prova. Português, História, Geografia, etc. Considere-as um ponto de partida, um porto seguro que lhe dará uma idéia do tipo de conteúdo abrangido pelas provas. Não é suficiente estudar só nelas, vai ser preciso correr atrás dos livros. As apostilas da Funag podem ser adquiridas nos Escritórios Regionais do Itamaraty, em algumas livrarias especializadas e na própria Funag, na sede do MRE ou em sua loja virtual na internet.

Que livros você recomenda que eu estude?

Posso recomendar alguns que eu usei e gostei. Você faria muito bem se cruzasse algumas outras listas, porque a utilidade dos livros deve variar de acordo com o conhecimento que cada um já tem das matérias. Aí vão, por disciplina:

História: História do Brasil, Boris Fausto, Edusp. Para história da diplomacia no Brasil, temos o incontornável História da Política Exterior do Brasil, Amado Cervo e Clodoaldo Bueno, Editora da UnB. Para história geral, o melhor é ler os quatro livros de Eric Hobsbawm, historiador cuja feiúra só é comparável à sua onisciência: Era das Revoluções, Era do Capital, Era dos Impérios e Era dos Extremos. Apesar de serem boas as edições da Companhia das Letras, Aproveite e compre-os em inglês, na Livraria Cultura ou em bons sebos, para treinar também a leitura no idioma. Complete-os, porém, com a leitura de um bom livro texto de História Geral, mais resumido. O livro Diplomacy, de Henry Kissinger, mais focado em alta política internacional, também é uma boa pedida. Também sugiro lê-lo em inglês.

Geografia: por incrível que pareça, o melhor a fazer nessa matéria é deixar de lado a maior parte da bibliografia recomendada e estudar em livros de geografia do 2º grau. É muito bom  o de Demétrio Magnolli e Regina Araújo. Chama-se Projetos de Ensino de Geografia, e tem dois volumes: Geografia do Brasil e Geografia Geral. A apostila de geografia da Funag é baseada nesse livro, mas o livro é muito melhor.

Economia: Economia Brasileira Contemporânea, vários autores, Ed. Atlas. O livro é excelente, cobre história econômica do Brasil, macroeconomia, microeconomia, contas nacionais, história do pensamento econômico, tudo. E é muito fácil de entender, comparado com outros manuais que existem por aí (desconfiem do chamado “manual dos professores da USP”! Para não-economistas, é grego). O livro clássico de Celso Furtado, Formação Econômia do Brasil, além de também ser muito bom e muito claro, serve também para a prova de história.

Política Internacional (ex-Questões Internacionais Contemporâneas): para esta disciplina é mais difícil arrumar um livro de base. O conteúdo é disperso e fica rapidamente ultrapassado. Um ponto de partida é o manual da Funag. Há também os livros que estão na bibliografia do Guia de Estudos. Mas o negócio é ficar atualizado, ler artigos e revistas sobre Alca (que, aliás, já era), Mercosul, EUA, etc. etc. Tem um site chamado RelNet (www.relnet.com.br) que é bem bacana. Lá você pode fazer um cadastro e receber por email boletins diários com uma coletânea de notícias de jornais do Brasil e do mundo sobre esses temas. No próprio site tem um monte de artigos que vale a pena ler.

Direito: Um livro muito bom é o Curso de Direito Internacional Público, Guido Soares, Editora Atlas. Para o direito interno, consulte uns livrinhos da Editora Saraiva, baratos, da coleção Sinopses Jurídicas. Os mais importantes são os vols. 17 e 18, mas o vol. 1 e o vol. 19 também podem servir (leia-se: seu conteúdo pode cair na prova).

Você tem alguma dica para a hora de estudar?

Eu segui uma dica que um amigo me passou, com excelentes resultados. Tenha um caderno de “fichamentos” para cada disciplina. A cada coisa que ler, um capítulo de um livro, um tópico do plano de estudos, faça logo em seguida o fichamento em que você resumirá as principais idéias do trecho lido e anotará suas observações, dúvidas e correlações mentais com outros livros, idéias ou capítulos que já tenha lido.

Na próxima vez em que for estudar essa matéria, leia primeiro o fichamento que escreveu da vez anterior. Se, ao ler, perceber que lhe vieram dúvidas acerca do conteúdo, esclareça-as voltando ao texto original. Em seguida, retome o livro e avance por mais um capítulo ou trecho e faça novo fichamento no caderno. Vá dormir.

Na terceira vez em que for estudar a disciplina, leia tanto o fichamento do primeiro dia quanto o do segundo. Avance mais um trecho, etc. Sempre, ao começar uma sessão de estudos, leia todos os fichamentos anteriores até já ter relido o primeiro deles por três vezes. Na quarta, descarte a releitura daquele e comece já do segundo.

Com esse método, você repassa cada conteúdo específico da matéria cinco vezes: uma ao ler, outra ao fichar, e mais três vezes com as releituras do fichamento. Se isso não fixar a matéria em sua cabeça, não sei o que o fará.

Você tem alguma dica para a hora de fazer as provas?

Tenho. O formato das provas muda um pouco a cada ano, mas alguma coisa posso dizer da minha experiência.

No Teste de Pré-Seleção (TPS): no meu tempo, a primeira fase da prova não era preparada pelo Cespe, que apenas a aplicava, e portanto não empregava o ignominioso método de anular uma questão correta para cada questão errada que o candidato marcar. A partir do segundo semestre de 2003, o Cespe passou também a elaborar a prova, e esse método passou a ser usado desde então. Fazer isso significa desencorajar o “chute”, pois em muitos casos torna-se melhor deixar a questão em branco do que arriscar a perder um ponto. Para mim isto privilegia o estudo obcecado e a memória em detrimento da capacidade de raciocínio, da inteligência e da criatividade. No método do Cespe, o candidato tem que saber a resposta. No método antigo, sempre se podia chutar, procedendo por eliminação e raciocinando com mil hipóteses e correlações em torno de uma questão desconhecida para chegar a uma ou duas alternativas prováveis.

Mesmo com as regras do Cespe, acho que vale a pena “chutar” algumas questões, desde que se tenha mais de 60% de certeza. E por fim um  conselho prático e óbvio: reserve um tempo para preencher, sem erros, o cartão de resposta.

Na prova de português: Faça todos os exercícios menores e deixe a redação para o fim. A redação demanda tanta energia mental que, se você começar por ela, poderá ficar esgotado demais para fazer direito o resumo e os outros exercícios, mesmo que você não tenha usado todo o tempo disponível.

Escreva de forma contida e precisa. Evite viajar na maionese, e só esnobe erudição se tiver muita certeza do que está falando e de que aquilo se aplica estritamente ao caso analisado. Não procure “enfeitar” a redação.

Reserve um tempo para passar a redação a limpo. Pelo menos meia hora, melhor se forem quarenta minutos.

Apesar do que eu disse sobre a banca corretora, sou dos que acreditam em sua previsibilidade. Se for reprovado, vá obter vista da prova, como é seu direito. Estude as correções e os critérios que a banca usou, e tente aprender com os seus erros. Procure escrever como a banca quer que escreva.

Em todas as provas: se você acabou a prova muito antes do tempo máximo, é porque jogou fora a chance de ir melhor. Todo mundo sabe que tempo é dinheiro, mas nem todos se dão conta de que, em uma prova, tempo é NOTA. Se obtenho nota 5,5 em duas horas, poderia conseguir 6,5 ou 7,0 se dispusesse de quatro. Deixe a preguiça para outra hora. Resolva primeiro todas as questões que sabe, e labute nas que não sabe até o fim. Sempre se pode ter uma idéia luminosa, preencher um branco, refinar um argumento ou encontrar um erro nos vinte minutos finais. Como diriam os personagens de Monteiro Lobato, dê tratos à bola até descobrir a resposta para aquela questãozinha que te dará 0,2 ponto ou até acabar-se o tempo.

Nas provas orais: no momento em que escrevo, no 1º semestre de 2006, já não há provas orais. Quando voltarem, voltarei também a falar delas.

Cursos preparatórios

Devo fazer um curso preparatório?

Um curso preparatório — ou uma preparação com professores particulares — não é indispensável, mas é muito recomendável. Para além das aulas e do conteúdo propriamente dito, um curso lhe abrirá a oportunidade de ter contato rápido com os temas, de receber dicas de bibliografia e principalmente de socializar e conhecer gente que quer o mesmo que você. Dependendo de sua personalidade, se você tem que estudar por meses a fio, é melhor não fazê-lo sozinho, em casa, arriscando-se ao desânimo e à depressão. Um curso dá ânimo para continuar a estudar — nem que seja apenas por se estar pagando caro — a pessoas que, como eu, são demasiado preguiçosas quando se trata de estudo.

Aliás, pode chegar um momento em que o cursinho deixa de ajudar e começa a atrapalhar. Entre a segunda e a terceira fases, o que fiz foi SAIR do cursinho para que me sobrasse mais tempo para estudar de verdade. O tempo gasto no trânsito e em aulas irregulares e lentas, que tinham de atender a várias pessoas, passou para mim a não valer mais a pena a partir de certo ponto.

Os cursos preparatórios e as aulas particulares, por fim, são muito caros. Se não pode arcar com o tempo e o dinheiro necessários, o melhor que tem a fazer é encontrar outros candidatos em sua cidade e montar com eles um grupo de estudos. De novo: isso funciona para prazos mais longos. Estou convencido de que estudar sozinho é mais eficiente quando o tempo é curto.

O que é melhor? Fazer um curso completo ou contratar professores particulares individualmente?

Nenhuma opção é melhor em si. Depende do que estiver disponível em sua cidade. De maneira geral, São Paulo e Brasília, por exemplo, são conhecidos por seus cursos preparatórios bem organizados e bem preparados. Já o Rio de Janeiro até há algum tempo não tinha cursinhos completos, mas a ex-capital federal e ex-sede do Itamaraty conta com um rico leque de excelentes professores particulares especializados no concurso do Rio Branco, que precisam ser contatados e contratados individualmente. Nesse sistema você tem a vantagem de poder selecionar os melhores professores em cada matéria, contornando o maior problema dos cursinhos, que é a irregularidade do nível das aulas. Pelo relato de meus colegas cariocas, porém, aviso que contratar dessa maneira professores para várias disciplinas pode sair MUITO mais caro do que pagar a mensalidade de um cursinho completo.

Quais são os cursos preparatórios disponíveis em minha cidade?

Há poucos anos era muito difícil encontrar fora de Brasília ou São Paulo um curso preparatório especializado, mas agora há cursos em diversas grandes capitais do país, e outros estão aparecendo todo ano. A lista que segue está longe de ser completa. Se você é aluno, professor, dono ou simpatizante de um curso não listado aqui, faça a gentileza de me mandar um e-meio (endereço disponível na minha página web) listando as informações de contato, o endereço e, se houver, o endereço web do curso, que terei o maior prazer em incluí-lo neste espaço.

Brasília

Curso JB (também conhecido como “Cursinho do Ministro”, talvez pelo fato de o dono ser um diplomata de carreira. Até 2004, o nome era “Cursinho do Conselheiro”. Veja hierarquia da carreira).

Dados

Carreira Diplomática (outro curso bastante conhecido em Brasília)

Dados

Belo Horizonte

IBRAE – o primeiro, e dificilmente ainda o único, curso preparatório para o Rio Branco em Minas Gerais.

Alvares Cabral, Nº 397 – sala 1901

Telefone: (031) 3224-8073

São Paulo

Grupo de Humanidades – o curso que fiz. Recomendo.

Dados

Curso Rio Branco (não confundir com o próprio Instituto Rio Branco)

Dados

Curso Itamaraty (não confundir com o Itamaraty)

Dados

Professores particulares em São Paulo (DDD 011):

Alison Francis (Inglês) 3864-0409

Claudia Simionato (Português) 9681-8022

José Roberto Franco da Fonseca (Direito Internacional) 3255-8326

Tânia Melo (Inglês) 2275-9423

Rio de Janeiro

Argus Cultura

Dados

Curso Clio – quem me indicou elogiou muito sua infraestrutura, corpo docente e acervo.

Rua Gonçalves Dias, 85, 5º andar, Centro

Telefones: (21) 2221-9879 / 2221-2958

Professores privados no Rio (todos com DDD 021):

Adriano da Gama Khury (Português) 2551-5162

Edgar Pêcego (História do Brasil) 2539-8014

Eduardo Garcia (Português) 2205-7484

Lídia Bronstein (Geografia) 2239-4723

Marcus Vinicius (História Geral e Questões Internacionais Contemporâneas) 2535-3018

Paul Rickets (Inglês) 2511-0940

Raquel Dana (Inglês) 2235-0254

Sônia Ramos (Português) 2239-8418

Suzana Roisman (Inglês) 2274-5874

Williams Gonçalves (História Geral e Q.I.C.) 2568-4354

Que curso você recomenda?

O curso que eu fiz chama-se Grupo de Humanidades. Fica num sobrado simpático dentro de uma vilinha na Vila Mariana, em São Paulo. Estava longe de ser perfeito, claro. Havia professores muito bons e outros nem tanto. Mas não me arrependo, em absoluto. Na época, era o único, creio, a ter um módulo extensivo, com aulas todos os dias da semana. Não saberia, porém, recomendar o melhor curso. Cada um tem seus pontos fortes e fracos, horários diferentes, mensalidades diferentes. Se houver opção em sua cidade, sugiro que visite alguns, peça para assistir a algumas aulas, e chegue à sua própria conclusão.

O Instituto Rio Branco

Quanto tempo dura o curso do Rio Branco? (PROFA-I)

O Programa de Formação e Aperfeiçoamento de Diplomatas, estritamente falando, dura um ano. O curso do Rio Branco, porém, costuma durar mais. Como desde 2002 o curso transformou-se em um mestrado, há aulas adicionais que fazem parte do mestrado, mas não do PROFA-I, e há tempo previsto para sessões de estudo com seu orientador e para elaborar a dissertação acadêmica. Conte, portanto, com dois anos de vida acadêmica.

Eu ganharei uma bolsa durante o curso?

Como já disse acima, ao ingressar no Rio Branco, o aluno ingressa também na carreira diplomática, no grau de Terceiro Secretário. Não tem necessidade alguma de uma bolsa de estudos, visto que recebe o salário integral do início da carreira.

Há aulas de línguas?

Há aulas obrigatórias de inglês, francês e espanhol. O objetivo é que todos egressem do Rio Branco com conhecimento operativo das três línguas. Além disso, o Instituto Rio Branco oferece aulas opcionais de diversos outros idiomas, do alemão ao chinês, passando pelo árabe. No meu tempo, a turma reunia um número mínimo de interessados e entrava em contato com um professor, que era então remunerado pela instituição. Recentemente, esse sistema sofreu reformas, e ainda não está claro qual será o novo método de ensino de línguas estrangeiras que não as três já mencionadas.

Quais são as matérias estudadas?

Além dos idiomas, o PROFA-I tem aulas de Linguagem Diplomática, Direito Internacional, Histórias das Relações Exteriores do Brasil, Política Externa Brasileira, Economia Internacional, Teoria das Relações Internacionais e Leituras Brasileiras.

Além dessas disciplinas regulares, o Instituto Rio Branco costuma oferecer outras disciplinas, ligadas ou não à atividade do mestrado, segundo seus objetivos. Há ainda uma fervilhante atividade de seminários e palestras que põe os alunos em contato com personalidades acadêmicas, diplomatas, políticos e autoridades do Brasil e do mundo.

Como assim, “Mestrado em Diplomacia”?

Desde 2002 o curso do Instituto Rio Branco tem valor de mestrado, o que requer, como sua atividade principal, o preparo pelo aluno de uma dissertação acadêmica. Esta pode versar sobre temas ligado às relações internacionais do Brasil, ao direito internacional, à economia internacional ou à questões de identidade nacional. Como vê, a margem é ampla. O aluno escolhe seu orientador acadêmico dentre uma lista de nomes fornecida pelo Instituto. Nem todos são professores do Rio Branco.

O curso do Rio Branco é reconhecido pela CAPES como Mestrado Profissional, avaliado com conceito 4 em uma escala de 1 a 7.

Como foi, pra você, estudar no Rio Branco?

O Rio Branco é muito idealizado por quem está fora. Quando se entra, descobre-se que é um curso como o de qualquer universidade, com algumas aulas boas, outras ruins, professores sérios, professores picaretas, trabalhos entregues na última hora e, dependendo do caso, uma ou outra guerrinha de bolas de papel amassado. A diferença é que os alunos vestem terno e gravata e ganham já o salário inicial da carreira, para estudar. Eu não sou maluco de desprezar o privilégio de receber dinheiro para estudar, mas é verdade que alguns se cansam cedo das carteiras do Rio Branco e querem logo ir para o Itamaraty, para trabalhar “como gente grande”. Para mim, com certeza, o contato com minha turma foi a melhor coisa do Rio Branco: o concurso se encarrega de que muitas pessoas inteligentes e interessantes irão tornar-se seus colegas.

Você gostou das aulas?

Gostei muito de poucas e razoavelmente de algumas, o que me coloca, em grau de satisfação, acima da média das pessoas de minha turma e de outras turmas que conheço. Acho que o problema é que muitos chegam ao Rio Branco esperando demais e se decepcionam. Por mais que reclamem do curso ou das aulas, porém, não vi ninguém, até agora, desistir da carreira por causa disso.

É possível ser reprovado?

Teoricamente, sim. Teoricamente, o Rio Branco insere-se naqueles três anos de estágio probatório, previstos em lei, durante os quais o funcionário público recém-ingresso ainda não adquiriu estabilidade na carreira, podendo ser demitido sem necessidade de uma acusação grave e de um processo administrativo. Assim, em teoria, se um aluno não passar no Rio Branco, não será confirmado no Serviço Exterior — em outras palavras, perderá o emprego.

Na prática, só será reprovado quem se esforçar muito para isso. Afinal, se você passou no concurso é porque lhe sobra capacidade para acompanhar o curso, a menos que resolva mandar tudo às favas, faltar à maior parte das aulas e não fazer nenhuma prova ou trabalho.

Se você não fizer a dissertação de mestrado, terá, de todo modo, cumprido o PROFA-I e prosseguirá sua carreira normalmente, apenas sem o título acadêmico.

É possível, ainda, “ficar de segunda época” em uma disciplina ou outra. Nesses casos, pode-se combinar com o professor a feitura de um trabalho ou uma prova suplementar que resolva o problema.

Poderei, durante o Rio Branco ou depois dele, exercer alguma outra atividade remunerada na iniciativa privada?

Diplomatas são funcionários públicos federais e portanto devem ter dedicação exclusiva ao Estado, sob pena de inquérito administrativo e possível exoneração. Exceções únicas: atividades de magistério e remuneração a título de direitos autorais por obras de autoria própria (e.g., livros, artigos, fotografias). Tenho colegas que dão aula em faculdades particulares, sem problema.

E haverá tempo disponível para isso?

Tempo, durante o curso no Rio Branco, há. Depois, vai depender da divisão em que for trabalhar, do ritmo do seu chefe e da sua própria disposição e prioridades.

Durante o curso, há quantos meses de férias por ano?

Dois meses de recesso, janeiro e julho. No final de dezembro (23 em diante) também não costuma haver aulas. Mas oficialmente só temos um mês de férias, e após um ano no Rio Branco podemos tirá-las e ganhar o adicional de férias como todo funcionário de carteira assinada, mas o período de férias tem de coincidir com o recesso no Rio Branco.

Terei um estágio no exterior ao fim do Rio Branco? Por quanto tempo?

Essa é uma pergunta sensível. Tradicionalmente havia um estágio de três meses em uma embaixada ou outro posto do Brasil no exterior. Esse estágio, porém, nunca foi considerado parte integrante do curso do Rio Branco, e sua duração, formato e destino costumam ficar à mercê das preferências flutuantes dos diretores do Instituto e dos manda-chuvas do Itamaraty. A turma de 2002, por exemplo, foi enviada por um ano inteiro ao exterior, deixando de matar a sede anual da Secretaria de Estado em Brasília por novos diplomatas. A turma seguinte pagou pela prolongada ausência da anterior ficando sem estágio e sendo lotada imediatamente nos departamentos e divisões do Ministério. Talvez volte a haver estágio em anos vindouros. Talvez não.

E o PROFA-II?

Não tenho a menor idéia de por que o PROFA-I chama-se PROFA-I, pois não há nenhum PROFA-II. Isso não quer dizer que o diplomata não tenha que voltar a estudar. Ao longo de sua carreira, ele poderá voltar duas vezes às mesas escolares do Rio Branco: uma vez para fazer o Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD), obrigatório para promoção ao cargo de Primeiro Secretário; e outra para o Curso de Altos Estudos (CAE), obrigatório para promoção ao cargo de Ministro de Segunda Classe.

Carreira diplomática

O que “faz” um diplomata?

O diplomata é o funcionário público que cuida da formulação da política externa e do manejo diário das relações exteriores do Estado Brasileiro, incluindo o apoio a cidadãos brasileiros no exterior. Você com certeza já ouviu falar que, com a globalização, as tecnologias de comunicação e transporte e a crescente interdependência entre os Estados, os países envolvem-se em um número cada vez maior de questões cada vez mais especializadas etc. etc. etc. Na prática, isso significa, para os diplomatas, mais trabalho. Há cada vez mais órgãos internacionais, reuniões e foros bilaterais (dois países), plurilaterais (alguns países) e multilaterais (um montão de países) sobre os temas mais diversos, nos quais o Brasil tem pelo menos algum interesse. Isso, somado à cada vez maior comunidade brasileira na diáspora e à necessidade de abrir novas embaixadas em países menores, explica por que o governo está atualmente ampliando em 25% o quadro de diplomatas.

Qual a diferença entre embaixada e consulado? O diplomata trabalha nos dois?

Em tese, uma embaixada é a representação do Estado Brasileiro junto a um Estado estrangeiro. Trata, portanto, dos contatos políticos e econômicos intergovernamentais, e sempre se localiza na capital política do país em questão. Um consulado é um posto avançado do Estado Brasileiro em outro país, com o fim principalmente de prestar apoio aos brasileiros no exterior, mas também, supostamente, de realizar atividades de divulgação cultural, promoção comercial e assistência à iniciativa privada. Se em cada país há no máximo uma embaixada do Brasil, por outro lado em um só país pode haver diversos consulados, desde que a existência de várias cidades importantes ou com grande presença de brasileiros o justifique. É comum ainda que a embaixada acumule as funções de consulado na capital em que se localiza.

No início do século XX, havia, no Brasil, carreiras separadas para funcionários diplomáticos e consulares. De há muito, porém, as carreiras são unificadas, e o diplomata pode servir tanto em embaixadas quanto em consulados.

Como é o dia a dia de um diplomata?

O dia-a-dia do diplomata pode ser muito diferente, dependendo de onde ele está e do que está fazendo. Podemos dividi-lo em dois momentos principais: exterior e Brasília. Toda a carreira se alterna entre estes momentos: alguns anos no exterior, alguns em Brasília. Alguns no exterior, alguns em Brasília. E assim vai…

Tá bom, como é o dia-a-dia de um diplomata quando no Brasil?

Quando se está em Brasília, como é o meu caso atualmente e é sempre o caso de quem está começando, o diplomata é um funcionário público, um burocrata do Ministério das Relações Exteriores. Há montes de divisões, departamentos e áreas, cada uma cuidando de uma coisa. ONU, meio-ambiente, desarmamento, cultura, fome no mundo, Mercosul, Alca, relações bilaterais (um departamento para cada continente) e por aí vai. Prepara-se discursos, relatórios, instruem-se as embaixadas no exterior, faz-se pesquisas, viaja-se para participar de encontros internacionais que duram alguns dias. Há também divisões administrativas, em que o diplomata não vai cuidar de política externa, mas do funcionamento do Ministério: RH, material, patrimônio, passagens aéreas, hotéis, passagens etc. Há por fim o Cerimonial, que organiza a logística de eventos que o Brasil sedia, organiza visitas de Chefes de Estado ao Brasil e planeja e acompanha as viagens do nosso Presidente ao exterior. É onde existe de fato aquele trabalho clichê de um diplomata — dispor quem senta onde no jantar, fazer convites, preparar salamaleques. Mas não é só isso. O Cerimonial planeja agendas, reserva hotéis, salões de convenções, prepara transportes, credenciais e coordena o trabalho de segurança com a Polícia Federal e o Exército.

Ao longo de sua carreira, um diplomata trabalhará em diversas divisões, e terá de se adaptar a assuntos e rotinas um tanto diferentes. Muitas tarefas, no entanto, envolvem escrever. Escrever para as embaixadas nossas no exterior, dando-lhes instruções, escrever para as embaixadas estrangeiras aqui, escrever para outros ministérios de modo a coordenar políticas ou pedir apoio ou participação em algum evento, escrever relatórios para serem lidos pelo secretário-geral, pelo ministro e pelo presidente da república. Escrever discursos para alguém pronunciar, escrever, escrever, escrever… Há ainda incontáveis reuniões de debate, coordenação ou negociação, seja dentro do Ministério, seja com outros Ministérios, seja com outros países.

E no exterior?

No exterior é que o diplomata fica realmente parecido com o conceito que as pessoas têm de diplomata. Com seus companheiros de embaixada (de dois a vinte e poucos diplomatas brasileiros, dependendo do país, mais diversos oficiais e assistentes de chancelaria e outros funcionários), ele irá acompanhar a vida política do país e fazer relatórios para os colegas da divisão correspondente em Brasília, sob o comando do Embaixador, que é o chefe do posto. Poderão agitar eventos culturais, participar de coquetéis com autoridades do país e com diplomatas de outros países, preparar o terreno para visita de autoridades brasileiras ao país em que ele estiver, cuidar da administração da embaixada, responder à imprensa local se ela quiser saber algo sobre o Brasil, e em geral ajudar a representar nosso país no exterior. Deverão escrever muito, também, preparando comunicados e relatórios para seus pares em Brasília.

Nos consulados, os diplomatas ajudarão os cidadãos brasileiros no exterior. Serão a face amiga do Estado brasileiro para o brasileiro que está lá fora. Vistos, casamentos, prisões, expulsões, imigração, crimes, comércio, negócios… não ache que brasileiro não dá trabalho. A vida de um diplomata, enfim, poderá ser muito diferente dependendo da área de trabalho, quer se esteja no exterior, quer no Brasil.

Qual é o “perfil” para ser diplomata?

Que pergunta estranha… mas como já ma fizeram algumas vezes, vou responder. Não há um “perfil” para ser diplomata. Já vi gente de todo tipo, lá. Todo tipo. Mas acho que, em termos de formação acadêmica e interesses, o tipo padrão é formado em direito, tem interesse por questões internacionais e gosto por línguas. Talvez um pendor para a insanidade leve, mas isso é controverso. Porém, já escrevi que a vida do diplomata muda muito ao longo da vida. A cada poucos anos um tema, uma situação, um país, uma língua diferentes. Acho, portanto, que uma característica desejável é a capacidade de adaptação e de acomodação.

Quanto tempo se passa no exterior?

O tempo varia segundo a carreira de cada um. Você pode ficar mais tempo no exterior ou mais no Brasil. É razoável supor que metade da vida profissional de um diplomata, em média, desenvolve-se em postos no exterior. Não é possível, porém, passar mais de oito anos consecutivos no exterior (dez anos para embaixadores), e dificilmente um diplomata passa mais de três anos em um só posto.

Se eu não quiser, serei obrigado a me mudar para um determinado país?

Não. Ninguém é obrigado a ir para onde não quer, embora o Ministério disponha de diversas maneiras de incentivar e convencer as pessoas a irem para países prioritários para a política externa. Aliás, só é removido (transferido para um posto no exterior) quem se inscreve, internamente, em um plano de remoção. Porém, como a ascensão na carreira tem entre seus requisitos legais um número mínimo de anos de serviço no exterior, todos terão que se inscrever mais cedo ou mais tarde, caso queiram progredir na carreira. O salário no exterior, sempre muito maior do que no Brasil, também é incentivo relevante.

Como é, então, que escolho os países onde vou servir?

Há muita flexibilidade e razoável poder de escolha, embora seja difícil obter uma vaga nos postos mais concorridos. Você escolhe para que país irá segundo as vagas disponíveis no momento em que pede a remoção, escolha esta condicionada por regras que se alteram a cada plano. Os postos no exterior são classificados em A (países desenvolvidos e cidades com boa qualidade de vida, como Paris, Nova York, etc.), B (países e cidades com qualidade de vida intermediária, como Praga, Montevidéu, Santiago), e C (o resto, como Pequim, Nova Delhi, Quito e cidades da África subsaariana). Estão estudando criar uma categoria D, para os postos em que a vida é mais difícil.

O sentido dessa categorização é que há várias regras para equilibrar a escolha dos postos e reduzir privilégios e injustiças: em postos C, por exemplo, você ganha mais em relação ao custo de vida do país e depois tem o direito de sair para um posto A; não se pode ir para dois postos A consecutivos, etc.

É possível seguir uma carreira acadêmica pararela à diplomática?

São cada vez mais raros os casos de diplomatas como Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, José Guilherme Merquior e outros, que conseguem conciliar a atividade de diplomata com uma carreira extremamente bem sucedida em outra área, como a acadêmica. Será que isso quer dizer que os diplomatas hoje têm que trabalhar mais? De qualquer forma, isso não quer dizer que não haja abertura. Muitos aproveitam seus períodos no exterior para fazer um doutorado, por exemplo, conciliando-o com o trabalho. Diversos outros seguem dando aulas e publicando livros. Não há licenças especiais para isso, porém, exceto licenças não-remuneradas. Se quer seguir carreira acadêmica, é por sua conta.

Como é a hierarquia da carreira?

É a seguinte, de cima para baixo na cadeia alimentar:

Ministro de Primeira Classe (vulgo “Embaixador”).

Ministro de Segunda Classe (vulgo “Ministro”)

Conselheiro

Primeiro Secretário

Segundo Secretário

Terceiro Secretário

Exceto em casos especiais, apenas um diplomata que alcança o grau de Ministro de Primeira Classe pode servir como embaixador do Brasil em algum país estrangeiro, daí esse grau ser chamado, por comodidade, de “Embaixador”. Em países pequenos e menos importantes, com embaixadas menores, um Ministro de Segunda Classe pode eventualmente servir como Embaixador. Há também indicações políticas, normalmente raras, em que o Presidente da República designa alguém de fora da carreira como Embaixador. Foi o caso, por exemplo, do ex-presidente Itamar Franco, na Itália. Nesses casos, o embaixador “civil” poderá contar como seus assessores com diplomatas de carreira experientes.

Se virar diplomata, vou chegar a ser embaixador? Quando?

Com a ampliação dos quadros, o aumento da idade média em que se ingressa na carreira e o afunilamento das promoções, a maior parte dos diplomatas que hoje ingressam no Itamaraty não chegará nunca ao grau de Ministro de Primeira Classe, nem chefiará uma embaixada. Não obstante, a carreira está cheia de oportunidades de realização profissional e pessoal. Não é preciso ser embaixador para se envolver em negociações internacionais, contribuir para formar a posição brasileira em diversos temas ou gozar ao redor do mundo de experiências de vida gratificantes, em contato com pessoas e culturas interessantes e diferentes.

Como ficam o cônjuge e os filhos quando o diplomata vai morar no exterior?

É fato conhecido que a vida pode não ser lá muito fácil para a família de um diplomata. Para o cônjuge não-funcionário do Serviço Exterior, e dependendo de sua profissão, pode ser difícil levar adiante uma vida profissional mudando-se de país a cada três ou quatro anos. O mesmo motivo torna não trivial a educação dos filhos. A maior parte dos diplomatas opta por manter seus filhos em escolas de rede internacional, como a escola americana ou a escola francesa, ao menos quando estão no exterior. Isso lhes permite manter currículo e língua constantes ao longo de tantas mudanças. São escolas caras, contudo. Por fim, não há nenhum acordo internacional facilitando o emprego de cônjuges ou familiares de diplomatas quando no exterior e, exceto por um acréscimo de salário baseado no número de dependentes, não há outra forma de apoio do MRE às famílias no estrangeiro. Uma reivindicação antiga dos funcionários é uma ajuda de custo para educação, mas não há perspectivas de que seja atendida, por enquanto.

Quanto ganha um diplomata?

O Ministério do Planejamento divulga uma lista, atualizada periodicamente, com os salários de todos os servidores públicos federais. Os salários dos diplomatas, de Terceiro Secretário a Ministro de Primeira Classe (vulgo “Embaixador”) estão todos lá. Adianto que hoje, maio de 2006, um Terceiro Secretário entra na carreira recebendo R$ 5.103,65 brutos (R$ 3.538,44 após impostos e previdência). Após seis meses de estudo, o salário sobe para até R$ 3.853,59 líquidos ou um pouco menos, dependendo da avaliação individual que lhe fizerem.

Achou muito ou pouco? Tem gente que reclama, mas o fato é que está correndo, no Congresso, projeto de lei para o aumento dos salários dos funcionários do Serviço Exterior, o que inclui diplomatas, oficiais e assistentes de chancelaria.

O que foi dito vale para o Brasil. No exterior, os salários são maiores e calculados em dólar. É difícil precisar os valores, pois variam de posto para posto de acordo com o custo de vida local e outros fatores e, de pessoa para pessoa, de acordo com o estado civil do diplomata, seu nível hierárquico e o número de seus dependentes. Em média, porém, um Terceiro Secretário pode esperar ganhar entre quatro e cinco mil dólares, líquidos, quando no exterior. Um Conselheiro, em torno de sete a nove mil. Um Embaixador, em torno de onze a quinze mil, além de verbas para gastos com recepções oficiais e representação.

Além disso, os diplomatas no exterior recebem uma ajuda de custo para o aluguel, que cobre de 60 a 100% do valor do contrato até um valor determinado, dependendo do posto.

Outros temas

Quem é você?

Incluí essa pergunta porque entendo que a compreensão e interpretação de um texto, e principalmente de um texto que contenha opiniões e pontos de vista pessoais, como este, depende de se saber quem foi que o escreveu. O mesmo juízo, emitido por um embaixador no final da carreira, por um filho e neto de diplomatas, por uma jovem terceira secretária ou por um acadêmico não-diplomata será recebido de forma diferente por quem o lê, caso este saiba de quem partiu.

Pois bem, nasci em 1979, em uma família de classe média. Meu pai é oficial da Aeronáutica. Com exceção de um ano vivido com minha família na França, quando contava seis anos, nunca, até hoje, passei mais do que uns poucos dias em qualquer país estrangeiro.

Sou formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo. Nunca, antes de completar a universidade, cogitei seriamente prestar o concurso do Instituto Rio Branco e ingressar na carreira diplomática; aliás, por muito tempo sequer sabia da existência desse instituto ou devotava qualquer interesse à diplomacia como atividade ou profissão. Não há diplomatas em minha família, nem nunca, até me envolver com o concurso, conheci nenhum.

Durante a faculdade, e ao longo de dois anos depois de formado, trabalhei como jornalista em diversos veículos, com emprego fixo ou como freelancer, incluindo a revista Superinteressante, a Revista Submarino (na internet, hoje extinta), a Folha de S. Paulo, o site de tecnologia Hotbits e outros.

Não sei bem explicar até hoje por que prestei o concurso. Jornalistas e diplomatas, creio, têm em comum o entenderem e fazerem de tudo um pouco, sem conhecerem a fundo coisa alguma. Meu pai já me chamava a atenção para o concurso há alguns anos sem que eu lhe tivesse dado bola. No início de 2002, porém, resolvi prestá-lo “só para ver”, sem estudar, e fui reprovado na prova de português da segunda fase. Meu interesse, porém, foi capturado, e no segundo semestre do mesmo ano procurei um curso preparatório. Prestei o concurso no ano seguinte e fui aprovado.

Ingressei na carreira diplomática em julho de 2003, aos 24 anos de idade. Concluí o curso do Instituto Rio Branco em março de 2005. Minha dissertação de Mestrado em Diplomacia foi aprovada com o tema “A política-externa norte-americana e a influência dos grupos de pressão no Congresso dos Estados Unidos”.

Hoje, março de 2006, como Terceiro Secretário, trabalho no Departamento de Integração do Ministério das Relações Exteriores. Até agora, não fui “removido” (transferido para um posto no exterior), e não espero sê-lo por pelo menos um ano, ainda. Minha experiência profissional no exterior resume-se, por enquanto, a viagens curtas para participar de reuniões entre governos dos países do Mercosul.

Quando ingressamos no Rio Branco, o Itamaraty nos providencia residência em Brasília?

Providencia nada. Mas quem está na carreira tem EXPECTATIVA de direito a um apartamento funcional. Há um bloco de apartamentos do Ministério em Brasília que é destinado aos diplomatas recém-ingressos. São 36 apartamentos de um quarto, sala, varanda, banheiro e cozinha na Asa Sul. Muito bons para um solteiro, apertados, mas suficientes, para um casal, péssimos para quem tem filhos. Como são só 36, há uma lista de espera. Dentro da mesma turma, o número de dependentes é o principal critério para ordenar a lista, e a classificação no concurso é o desempate. Para você ter uma idéia, depois de um ano e meio, a minha turma (ingresso em 7/2003) ainda não havia acabado de receber os apartamentos. Eu recebi o meu após um ano de espera. A demora para os que entram na carreira agora provavelmente será bem maior do que para mim, por causa do aumento do número de vagas. Em suma: não conte com apartamento tão cedo. Em tempo: depois de alguns anos, chega-se por outra lista de espera aos chamados apartamentos definitivos, de dois ou três quartos. Mas esses realmente demoram, e os que estão chegando do exterior têm prioridade sobre os recém-ingressos. Uma página do site do MRE informa que o Ministério possui ao todo 450 imóveis no Distrito Federal. Não imaginava que fossem tantos.

O MRE fornece alguma passagem aérea para minha cidade natal, periodicamente, ou sempre que quiser visitar meus familiares terei de arcar com as despesas de passagem?

Não somos deputados. Ganhamos nosso salário e nos viramos com ele. Sequer as despesas da primeira mudança para Brasília serão cobertas pelo MRE, embora futuras mudanças para o exterior sim.

Serei reprovado no concurso por causa da minha tatuagem?

Não há NADA escrito em lugar nenhum que proíba as pessoas de usarem tatuagens no Itamaraty. Não vou negar que a instituição não tenha superado todos os seus ranços conservadores, tradicionalistas — nós trabalhamos de terno e gravata, pra começar. Quando havia provas orais, teoricamente, e digo TEORICAMENTE, seria possível um aluno ser mal visto por um ou mais membros da banca por caua de uma tatuagem demasiado agressiva ou aparente e acabar reprovado, embora esse jamais seria o motivo oficial. No momento, porém, não há provas orais, de modo que faltam até os instrumentos para um controle como esse. E eu conheço diplomatas que usam tatuagens.

Há uma idade máxima, ou “certa”, para entrar na carreira?

Não. Consta que há muitos anos havia uma idade máxima de 28 anos, mas foi derrubada por inconstitucional. Conheço quem tinha visto mais de quarenta primaveras quando entrou na carreira. A idade média de entrada vem aumentando desde que se passou a exigir curso superior completo para entrar na carreira. Casos de pessoas que começam a carreira com trinta, trinta e poucos anos, mestrado e até doutorado completos são bastante comuns. Na minha turma, a caçulinha tinha 21 anos e a mais velha 41. Há porém, segundo a Lei do Serviço Exterior, certos limites máximos de idade para determinados graus da hierarquia. Se, antes de atingido o limite para Conselheiro, por exemplo, o funcionário não for promovido a Ministro de Segunda Classe, ele entra para o chamado Quadro Especial e, apesar de continuar trabalhando normalmente, não poderá mais ser promovido.

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Written by luderson

17/08/2009 at 10:44

Publicado em Atualidades

47 Respostas

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  1. Bom dia!

    Ótimo texto!

    Eu realmente estou pensando em entrar para a carreira diplomática, e foi de grande ajuda!

    Porém tenho algumas dúvidas em relação aos salários e benefícios.

    Entrei no site do Instituo Rio Branco e o salário inicial lá aparece como R$ 10.900 (diferente do apontado por você aqui).

    Qual são os salários para as seguintes classes?

    E alguns outros benefícios que os diplomatas dispoem?

    Se puderes responder por e-mail, ficaria grato!

    Forte abraço

    Eduardo

    25/09/2009 at 09:08

    • Também gostaria de receber está resposta por e-mail.

      Concordo com o colega, o texto foi o melhor que encontrei até agora!

      Milene

      01/11/2009 at 21:03

    • Também gostaria de receber esta resposta por e-mail.

      Concordo com o colega, o texto foi o melhor que encontrei até agora!

      Milene

      01/11/2009 at 21:13

    • É claro hoje o salário mudou, ele fez esse texto em 2006. Na época dele, aquele era o salário.
      Ainda vai aumentar mais em 2010.

      Diego

      07/12/2009 at 21:29

    • Querida, este texto é de 2006 ;)

      Natalia L.

      15/04/2011 at 17:13

    • Também gostaria de receber a resposta por e-mail, se for possível.
      Melhor texto sobre a carreira que encontrei na vida!

      Cecilia

      25/03/2012 at 00:30

  2. Ola!

    Gostaria da sua opiniao sobre o seguinte caso. O cara e brasileiro nato e vai se casar com uma italiana. Ele tem o direito de requisitar a cidadania, mas parece que ele teria que abrir mao da cidadania brasileira. Ele continuaria sendo brasileiro nato, mas cidadao italiano. Ele seria elegivel ao cargo?

    Obrigado

    Felippe

    27/10/2009 at 22:01

    • Olha,é bom dar uma olhada na constituição e leis afins para ter certeza. No entanto, acredito que não há nenhum problema nesse caso, já que o que permite o “cara” adquirir a cidadania italiana é um “incentivo” da lei do país. Acredito ser o mesmo caso que a legislação brasileira trata, quanto à pessoa que precisa pedir a nacionalidade estrangeira pra continuar trabalhando no país, Itália, por exemplo. Nesse caso ele não perde a nacionalidade brasileira.

      luderson

      28/10/2009 at 11:15

      • Obrigado, Luderson. Acho, todavia, que, no caso especifico de quem casa com italiano, existe essa arbitrariedade: o “cara” e obrigado a abandonar a cidadania brasileira. Ja ouviu algo nesse sentido?

        Felippe

        29/10/2009 at 00:04

        • Pois é Felipe. Acredito, mas não tenho tanta certeza, que nesse caso ele não perde a nacionalidade brasileira. Ele perderia se, sem nenhum motivo justifícavel, ele desse entrada em algum processo para adquirir a cidadania Italiana. Outro exemplo é o caso de filhos de italianos que nasceram no Brasil. Nesse caso, para a Itália, eles são italianos, só basta eles regularizarem legalmente a situação deles, por isso eles não perdem a nacionalidade brasileira. Acredito ser o mesmo caso do casamento, desde que a legislação do país do cônjuge atribua automaticamente a nacionalidade só pelo fato de serem casados. Então o “cara” teria duas nacionalidades. Agora, se o casamento não for suficiente para garantir nacionalidade do país do cônjuge, e ele tivesse que entrar com um pedido de naturalização por outros motivos, aí sim, ele perderia a nacionalidade brasileira.
          Agora uma observação, posso estar falando besteira… no entanto acredito que no caso de perder a nacionalidade brasileira, eu quero dizer que ele deixaria de ser brasileiro nato. E, se não me engano, não precisa ser brasileiro nato, para ocupar a maioria dos cargos públicos.

          luderson

          29/10/2009 at 10:45

    • Olá Felippe,

      A Italia e assim como o Brasil sao paises que aceitam dupla cidadania. Isto é, vc ou seu amigo nao precisarao abdicar à nada.

      gp2011

      25/07/2011 at 07:21

  3. Olá! Tentei o concurso uma vez. Tenho observado a estrutura das provas discursivas e sinto dificuldades em organizar as idéias. Qual a melhor forma de responder o que é pedido, de forma completa. Obrigado.

    JULIO RIBEIRO XAVIER

    22/11/2009 at 20:31

  4. Olá!
    Quais a chances de um diplomata durante o tempo que estiver no país ficar em outra cidade que não seja Brasília? como por exemplo o RJ.
    Existe essa possibilidade? após o curso no Rio Branco ser enviado para outra capital do Brasil?
    Agradeço ser puder me responder!

    Lana

    17/12/2009 at 10:44

  5. Nossa achei muito interessante o faq, um ideia que tive para ajudar nos estudor, já que não tenho grupo de estudo, é criar um blog específico sobre meus estudos para o concurso, assim eu treino escrita e divulga para outros candidatos que achei o conteúdo pertinente.

    http://importpost.blogspot.com

    Muito obrigado

    Giuseppe Bitencourt

    18/01/2010 at 07:39

  6. Para o cargo de diplomata, é necessário ser brasileiro nato. Tem mais uma questão, que foi colocado aí acima, de certo modo. Foi citado que o diplomata precisa de autorização do Ministro de Estado pra se casar com estrangeiro/a. O edital diz que quem tem cônjuge estrangeiro, terá sua inscrição condicionada a obter uma autorização do Ministro de Estado, ou do Presidente da República. De outro modo, sua aprovação será invalidada. No meu caso, eu não sou casado, mas moro em união estável registrada em cartório com uma estrangeira, e a gente pretende se casar. Ela tem permanência no Brasil e nós temos dois filhos nascidos no Brasil. Minha questão é: se eu conseguir passar no concurso, é fácil eu conseguir essa autorização? E quanto tempo leva pra essa autorização sair? Quando devo requerê-la para não ser prejudicada, caso eu seja aprovado no concurso?

    Carlos

    21/01/2010 at 23:59

  7. Olá, muito me agradou as informações cedidas no texto acima. Moro em Maringá no Pr, tenho um tio no ministério da defesa, ele chefia as escoltas do presidente. Um habito que desenvolvi já a um tempo é o de ler temas ligados a ciências sociais, por esta razão procurei focar nas dicas de leitura e demais. Aprecio a carreira e estou em breve ( pelo menos espero)no ano que vem residir em Brasília com a finalidade de aprimorar conhecimentos. O objetivo contanto ´eprestar concurso futuramente no âmbito diplomático. Gostaria de mais recomendações …

    Luiz Renato

    29/01/2010 at 08:32

  8. Muito obrigada. Texto deveras claro, conciso, muito bom. Todas minhas principais dúvidas foram sanadas. Prestou um ótimo serviço de utilidade pública, ou melhor, de utilidade aos aspirantes à carreira diplomática, como eu :)
    Muito obrigada mais uma vez!

    Yara

    24/02/2010 at 00:34

  9. Sou formado em Relações Internacionais e dedicarei esse ano apenas à preparação para o CACD. Gostaria de saber a opinião de algumas pessoas à respeito dos cursinhos. Quando o FAQ foi publicado, acredito que a situação dos cursinhos era muito diferente. Ele elogia bastante o GH, apesar de ter boas indicações do Clio. Me parece, de qualquer forma, que eles são os dois principais.

    Por recomendação de um amigo meu que passou fazendo o extensivo no GH e o curso de exercícios no Clio, acabei escolhendo o Clio (ainda mais por aprovar 90% das pessoas em 2009 – e ainda, por mais incrível que seja, escolhendo bastante matérias, saiu mais barato que o GH).

    O que vocês, visitantes ou não, poderiam comentar sobre os cursos.

    Guilherme

    08/03/2010 at 17:15

  10. OBRIGADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Eu precisava disso, esclareceu-me, bem mais, o que é meu sonho; muito obrigado!!!!com licença, pois agora seguirei o conselho e irei estudar, novamente, MUITO OBRIGADO!!!!!!!!

    Vinicius

    03/04/2010 at 22:32

  11. Você é ótimo: ótimas dicas, bem claras e o melhor – de forma objetiva. Muito obrigada!

    Yara

    05/04/2010 at 20:11

  12. Muito obrigado por todas as dicas, todas de grande valia para quem realmente sabe o que quer. Deus o abençoe sempre! Mais uma vez, Obrigado!

    Jeferson

    16/04/2010 at 02:33

  13. Fantástico o seu Faq, mesmo que escrito em 2006 está bastante atual.
    Tenho 31 anos, pretendo ingressar na carreira. Estarei limitado de ao menos “tentar” chegar ao topo da carreira por causa da minha idade?
    Obrigado!

    Antonio

    17/05/2010 at 11:49

  14. Seu post esclareceu varias de minhas duvidas.

    Obrigada!

    Ainda estou fazendo faculdade de comércio exterior, mas já tenho convicçao da carreira diplomática.

    Sucesso..

    ;D

    Hayanne

    22/05/2010 at 17:58

  15. Prezado Lucian

    Escrevo em nome de um parente próximo que muito me gostaria ver ingressar na CD. Tenho incentivado-o mas minha questão refere-se à sua afirmação no FAQ de que os futuros diplomatas devem “ter a ficha limpa na polícia”. Já lá vão 10 anos quando por uma fatalidade esse jovem envolveu-se com companhia feminina não muito recomendável e acabou com problemas na justiça. Parte da condenação inclusive é totalmente descabida e, por conta da morosidade, provar sua inocência definitivamente tem sido uma espécie de miragem que cada vez fica mais distante, ainda que pareça próxima.
    Gostaria de uma explicação melhor sobre sua afirmação uma vez que o entendimento pós CFB-88 alterou substancialmente a matéria. Diversas carreiras, mormente as policiais, incluem o chamado inquerito da vida pregressa, instrumento muito mais acurado. Pense em alguem que durante a maior parte da vida teve bom comportamento e é envolvido em uma situação que resulte em inquerito policial. Se o mesmo nada dever à justiça no momento da investigação possivelmente estará liberado. Já pelo critério mais simplista de se exigir apenas a certidão negativa de antecedentes essa pessoa estaria prejudicada. Não é demais acrescentar que pela já citada CFB-88 quem já “pagou” tem direito à reabilitação plena de seus direitos de cidadania, como tem propalado o CNJ. Os concursos públicos que ainda apresentam a cláusula: não apresentar antecedentes criminais — fazem-no inconstitucionalmente. O CESPE/UnB não faz isso em nenhum concurso. Como o edital do IRBr-2010 também não apresenta nada nesse sentido peço sua atenção para a pergunta.

    Grato

    Walter E. de Oliveira
    Nota: Desculpe os inúmeros erros. Alem da dificuldade com o processador on-line considere que o candidato a diplomata não sou eu. Na verdade ele nem sabe desta minha iniciativa e portanto peço sua discrição, ao publicar, pois temos o mesmo sobrenome.

    Walter E. de Oliveira

    19/06/2010 at 22:40

    • Meu caro, tem algum cabimento um cidadão brasileiro que irá representar o país diante de outras nações ter antecedentes criminais????

      Lauro

      18/07/2011 at 16:27

      • Sim, mediante a situação descrita por ele, assim como mediante muitas outras. Ou você adere inúmeros preconceitos ao termo “antecedentes criminais” ? Não vivemos em um fascismo.

        Carlos Augusto

        22/05/2012 at 07:35

      • Perfeito o que você escreveu!

        Edu

        27/09/2012 at 19:57

  16. Olá!

    Essa FAQ foi uma grande ajuda. Gigantesca, eu poderia dizer.

    Mas uma dúvida me ocorreu:

    Eu farei Jornalismo no ano que vem. Contudo, eu pensei seriamente na hipótese de dedicar todo o meu núcleo livre para Direito (nas matérias que tem a ver com o concurso).

    É recomendado fazer isso ou um forte estudo a parte já pode garantir uma boa prova?

    Desde já, agradecido.

    Celso Neto

    04/07/2010 at 20:03

  17. Muito bom o texto.

    como fica a questão de plano de saúde no exterior?

    Como fica assegurada a família?

    rayder

    10/07/2010 at 15:12

  18. Fiquei muito feliz ao ver que vc tb é de 1979. Sou formado em Letras pela UFBA. Me graduei no ano passado. Sempre sonhei com a carreira diplomática e acredito que o seu depoimento me encorajou ainda mais neste propósito.
    Ser diplomata é hj, para mim, uma questão de realização pessoal, pois graças a Deus sinto-me satisfeito em todas as áreas da minha vida.
    Mas ainda falta realizar este sonho…

    Valeu!

    Emanuel Meneses

    25/11/2010 at 09:08

  19. Pessoal! pra quem estiver procurando apostila para concurso eu costumo entrar sempre neste site http://www.DownloadApostilaConcurso.com sempre tem ótimas apostilas atualizadas.

    Fernando

    10/02/2011 at 14:51

  20. Gostei muito da FAQ, mas gostaria de saber se diplomatas tem algum tipo de carteira especial, além do passaporte?

    Ivan

    10/03/2011 at 00:09

  21. Gostaria de saber se a pessoa tatuada pode fazer concuros para: Assistente de chancelaria, Oficial de chancelaria e Diplomata.
    Por favor me de essa informaçao pq tenho amigos tatuados e eles me falaram que agora se pode fazer esses concursos memso sendo tatuado
    Obrigada
    MARIA DE FATIMA

  22. Olá, primeiramente parabéns pela sua explanação. Realmente não há nada similar até o momento. Acredito que esta explicação tenha sido uma injeção de ânimo para muitos sonhadores como eu.
    Gostaria de receber dicas de livros de português (gramática e literatura). Sem abusar de sua bondade também gostaria de saber qual foi o seu método de estudo para a língua inglesa, isto é livros e/ou sites específicos. Se possível também informe como foi sua trajetória para se apossar de vocabulário robusto para compreender a prova.
    Muito obrigada.

    Katia Cristina Pereira

    27/06/2011 at 07:25

  23. muito bom o texto! agradeco pelo tempo dedicato aos curiosos futuros diplomatas :D

    Guilherme Richard de Souza

    06/07/2011 at 13:42

  24. Gostaria de saber se ha casos de diplomatas formados no exterior? Eu sei que precisa de reconhecimento do diploma no MEC, mas queria saber se encontraram mais dificuldades com a prova, especialmente por causa do portugues. Obrigado

    Breno Oliveira

    14/07/2011 at 03:55

  25. Obrigado pelas respostas! Elas realmente me ajudaram a esclarecer varias duvidas.
    Oro para que a Diplomacia seja a resposta que procuro.
    Um grande abraco.

    John

    19/07/2011 at 09:38

  26. Olá Luderson.
    Achei muito legal a sua iniciativa.
    Bom, fiquei mais tranquila em saber que existem cientistas da computação diplomatas. Formei nessa área e estou pensando seriamente em seguir a carreira diplomática.
    Achei bacana também o tocante dos processos trainees, pois já participei de vários e eles são realmente “puxados” não tanto pelo tempo que você precisa se preparar, mas pela concorrência. São processos em sua maioria das vezes com mais de 7.000,00 inscritos para 15 á 30 vagas.
    Graduei nos Eua e penso que o Inglês será um diferencial, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o assunto das provas que para mim são interessantes e o fato de se caso eu venha mesmo a me tornar uma diplomata, de poder representar o meu país e contribuir para um mundo melhor.
    Um abraço e mais uma vez obrigada.

    Juliana

    03/09/2011 at 19:21

  27. Brasil… Para ser diplomata é necessário muito conhecimento e noções em 4 línguas, e tudo isso por um salario de R$ 12.000,00. Já nossos ilustríssimos deputados, somente precisam ler, escrever e soletrar seu próprio nome, e nem precisa acertar tudo, e isto já basta para os R$ 27.000,00 mensais, isto indo uma vez ou outra trabalhar, e quando vão, é para aprovar outro aumento salarial para os próprios Justo?

    Carlos

    07/11/2011 at 23:54

  28. Olá!!
    bom eu to em 2012….não sei se você ainda tá ai mas vou ariscar.
    Gosto muito e me dou bem em geografia, história e português, gosto de assistir ao noticiários, queria muito viajar pelo mundo e acho que ser diplomata é umas das carreiras que mais tem haver com meu perfil.
    Estou pensando em fazer relações internacionais por quatro anos e estudar muito tudo que é exigido para o concurso do Instituto Rio Branco, nesses anos de faculdade. Vou também fazer curso de inglês e francês. Tenho chance de passar? Pelo que estou lendo por ai, parece que a prova é um bicho de sete cabeças? Tenho chance de passar com 22 anos? É possível só com estudo/esforço passar ou tem que ser um gênio?

    Se puder me mande a resposta por e-mail, estou aguardando! Abraços!

    Sarah Silva

    16/02/2012 at 08:42

    • Prezada Sarah,vendo seu “post” não poderia de deixar de responder suas perguntas. Primeiramente gostaria de lhe falar o seguinte, assim como so demais interessados no assunto, tu tens chance sim de passar, basta apenas se formar em um curso de nível superior reconhecido pelo MEC e prestar o concurso (nota-se que para isso, basta se preparar, não há outro segredo a não ser estudar). Em segundo lugar, as pessoas que passam no concurso são “gênios” porque dedicam-se aos estudos (exigidos.). Resumindo… dedique-se de forma comprometedora consigo mesmo, levando em consideração o que queres almejar – no caso, a aprovação no certame para que assim, de fato sejas uma diplomata. Mantendo o foco que obterás êxito.

      Quem sabe diplomata

      14/06/2012 at 15:08

  29. Gente, o curso IBRAE de Belo Horizonte é uma fraude!! Eu aconselharia até a tirarem as referências dessa empresa do FAQ . Eles cobram valores absurdos e não dão todas as aulas que prometem (muitas vezes não dão nenhuma), não têm todos os professores dos quais fazem propagandas e o material é horrível! Procurem mais informações na internet e vão descobri que respondem a diversos processos no Procon e no Juizado do consumidor.

    Rafael

    28/02/2012 at 10:56

  30. Muitíssimo obrigada pelo texto!! Com certeza esclareceu alguns ‘mitos’ sobre a carreira diplomática que eu tinha. Acho que essas respostas eram exatamente o que eu precisava para decidir de vez meu futuro!
    Muito obrigada de verdade!

    Cecilia

    25/03/2012 at 00:28

  31. Olá,
    Gostaria de saber se o concurso aceita a graduação tecnologica de 2 anos.

    Adriana Horta

    29/04/2012 at 21:52

  32. otimo texto, e envolvente, acredito que isso seja mesmo o que eu estava procurando, estou no inicio do curso de Direito, e vou começar a me preparar a partir de agora !

    lucas

    16/07/2012 at 16:34

  33. Suas explicações me ajudaram muito! Gostaria de saber se é possível ter acesso à sua dissertação de Mestrado em Diplomacia “A política-externa norte-americana e a influência dos grupos de pressão no Congresso dos Estados Unidos”, pela internet, ou se tem acesso pelo acervo do MRE?
    Obrigado

    Anônimo

    02/08/2012 at 15:09

  34. Ola, primeiramente gostaria de agradecer pelo ótimo texto, ele me ajudara muito no futuro. Tenho 15 anos e me interesso muito pela carreira de diplomata, vou muito bem em varias matérias (exceção para gramática e química) e gosto muito de historia , geografia e redação. Gostaria de que alguém me desse servisse como um guia como para mim, pois após ler vários textos sobre a prova do Instituo comecei a ter medo. Ficaria grato caso você me desse algumas dicas (que faculdade fazer ou com quantos anos começar a estudar). Por favor me ajude, grato. Obs: caso possível por favor nao envie nada em meu e-mail pois ele nao funciona mais.

    Raphael

    26/08/2012 at 14:38


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